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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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RESERVAS DE ÁGUA DE SÃO PAULO CAÍRAM 74% NUM ANO

Mäyjo, 09.09.15

sao paulo_SAPO

Um ano depois de começar a crise hídrica na megacidade de São Paulo, no Brasil, a Companhia de Saneamento Básico deste estado (Sabesp) afirmou que as reservas de água disponível para abastecer 20 milhões de pessoas caíram 74%.

Há um ano, quando o Sabesp emitiu o primeiro alerta sobre a seca, os seis mananciais que atendem a região mais rica do país somavam 1 trilião de litros armazenados. Segundo o Planeta Sustentável, hoje restam 267,8 mil milhões, ou seja, 12,4% da capacidade dos reservatórios.

“A crise começa a ganhar ares trágicos, já que as reservas de água continuam a cair na temporada das chuvas, um fenómeno que se repete pelo segundo Verão consecutivo”, explica o Planeta Sustentável.

De acordo com o site brasileiro, esta á pior seca dos últimos 85 anos na cidade. Caso ela se mantenha a este ritmo, a reserva de água da Cantareira pode acabar nos próximos 206 dias.

Há um ano, o Cantareira estava com 23,1% de capacidade – hoje, com o uso do volume morto, o nível está 23,7% abaixo de zero – e o stock para toda a região metropolitana era de 47,3%, volume que foi suficiente para atravessar o período seco de 2014, já com economia e cortes na distribuição de água.

De lá para cá, a Sabesp lançou um programa que premeia quem economizar água, bombardeou nuvens para provocar chuva artificial, retirou bairros da capital da área de cobertura do Cantareira e reduziu a pressão na rede para diminuir as perdas por vazamentos.

Com todas estas ações, a Sabesp conseguiu reduzir em 23% o volume de água produzido na Grande São Paulo, de 69 mil litros por segundo em média antes da crise para os actuais 53 mil litros.

Foto: Gabor Basch / Creative Commons

Taxa de mortalidade infantil no mundo baixou para metade em 25 anos

Mäyjo, 09.09.15

  

As taxas de mortalidade infantil no mundo desceram para metade em 25 anos mas a meta global do Objetivo de Desenvolvimento do Milénio (ODM) ficou muito aquém de ser cumprida, refere um relatório da UNICEF hoje divulgado.

O documento enviado à agência Lusa indica que o número de mortes de menores de cinco anos diminuiu de 12,7 milhões, em 1990, para 5,9 milhões, em 2015, o primeiro ano em que o total se irá situar abaixo do patamar dos seis milhões.

As novas estimativas que constam do relatório `Levels and Trends in Child Mortality Report 2015` (Níveis e Tendências na Mortalidade Infantil 2015) publicado pela UNICEF, a Organização Mundial de Saúde, o Grupo do Banco Mundial e a Divisão de População da UNDESA, indicam que "apesar de os progressos globais terem sido substanciais, continua a registar-se por dia a morte de 16.000 crianças menores de cinco anos".

O relatório adianta que a descida de 53% na mortalidade dos menores de cinco anos entre 1990 e 2015 não é suficiente para cumprir o Objectivo de Desenvolvimento do Milénio para uma redução em dois terços, como estava programado.

"Temos de reconhecer que houve um progresso global enorme, em especial desde 2000, quando muitos países triplicaram a taxa de redução da mortalidade de menores de cinco anos", afirmou o adjunto do diretor-executivo da UNICEF, Geeta Rao Gupta, sobre o estudo.

No entanto, Geeta Rao Gupta considera que existe ainda um "número demasiado grande de crianças que continuam a morrer por causas evitáveis antes de completarem cinco anos de idade".

O relatório refere que o maior desafio continua a ser aquele que se situa no período do nascimento ou em torno dele, sendo que 45% do conjunto das mortes de menores de cinco anos ocorrem no período neonatal -- os primeiros 28 dias de vida.

O nascimento prematuro, a pneumonia, as complicações durante o trabalho de parto e o parto, a diarreia, a septicemia e a malária são as principais causas de crianças com menos de cinco anos. Perto de metade de todas as mortes de menores de cinco anos estão associadas à subnutrição.

O relatório sublinha que a oportunidade de uma criança sobreviver "é ainda vastamente díspar consoante o lugar onde ela nasce", sendo que a África subsariana tem a mais elevada taxa de mortalidade de menores de cinco anos no mundo com uma em cada 12 crianças a morrer antes de completar os cinco anos de vida.

Entre 2000 e 2015, a região acelerou globalmente a sua taxa anual de redução da mortalidade de menores de cinco anos para cerca de duas vezes e meia aquela que existia entre 1990 e 2000. Apesar de disporem de baixos rendimentos, Eritreia, Etiópia, Libéria, Madagáscar, Maláui, Moçambique, Níger, Ruanda, Uganda, e Tanzânia cumpriram a meta do ODM.

Aproximadamente um terço dos países do mundo -- 62 ao todo -- conseguiu de facto cumprir a meta ODM de reduzir em dois terços a mortalidade de menores de cinco anos, enquanto outros 74 reduziram as suas taxas em pelo menos metade.

O mundo no seu todo tem vindo a acelerar os progressos na redução da mortalidade de menores de cinco anos -- a sua taxa anual de redução aumentou de 1.8% entre 1990 e 2000 para 3.9% entre 2000 e 2015.